Expulsão do Estado Islâmico e a situação dos sobreviventes.

Escrito por on 11/07/2017

   A segunda maior cidade iraquiana, Mossul, que estava sob custódia do autodeclarado Estado Islâmico, foi liberada após três anos. Porém, os motivos para se comemorar ainda são poucos, já que os sobreviventes desta tragédia estão vivendo em condições sub-humanas. 
   “É a pior batalha que vi, a pior devastação e o pior estado humanitário, porque estão sozinhos e doentes”, diz à BBC Sally Becker, diretora da ONG britânica Road to Peace, que esteve durante os últimos meses em Mossul.”Estão traumatizadas. Estão sofrendo os efeitos de viver sem comida e água; estão vivendo como ratos”, acrescenta sobre a situação das crianças na região da cidade iraquiana.
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   Eles estão vivendo a pior crise humanitário, pois antes da chegada do grupo extremista, viviam ali cerca de 2 milhões de pessoas, mas milhares morreram desde então e outras 920 mil ficaram desabrigadas para tentar fugir do terror instalado. O estado de calamidade que foi instaurado na cidade de Mossul é alarmante e demonstra o poder destrutivo que o Estado Islâmico tem em mãos. 
   Apesar das tentativas de suavizar o sofrimento das pessoas ao instalar centros médicos temporários, não esta sendo o suficiente. As pessoas andam pelas ruas com roupas desgastadas e os olhos perdidos: “As crianças nem sequer se moveram quando ouviram os disparos. Uma mulher mais velha estava tão ausente que apenas podia caminhar. Alguns dos bebês que elas carregavam pareciam não ter vida”, acrescenta.
 
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   Muitas pessoas que fugiram perderam tudo. Precisam de abrigo, comida, cuidados médicos, água e equipes de emergência. Os níveis de trauma que estamos vivendo são os mais altos. O que as pessoas vêm passando é quase inimaginável”, conclui a coordenadora humanitária a ONU no Iraque, Lise Grande.

Rádio FJR

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